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Tour político de Lula pela Europa custou R$ 150 mil e você pagou a conta, sabia?

Tour político de Lula pela Europa custou R$ 150 mil e você pagou a conta, sabia?

Data de Publicação: 30 de março de 2020 21:08:00
A passagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por Paris, Genebra e Berlim, onde recebeu homenagens e manteve encontros com políticos, autoridades e intelectuais, durante 11 dias, mobilizou oito assessores e custou R$ 150 mil aos cofres públicos, entre diárias e passagens. Somando com as despesas da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que esteve com ele em Paris, a despesa chegou a R$ 185 mil.

A passagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por Paris, Genebra e Berlim, onde recebeu homenagens e manteve encontros com políticos, autoridades e intelectuais, durante 11 dias, mobilizou oito assessores e custou R$ 150 mil aos cofres públicos, entre diárias e passagens. Somando com as despesas da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que esteve com ele em Paris, a despesa chegou a R$ 185 mil.

Somente com 65 diárias – no valor médio de R$ 1,7 mil – foram gastos R$ 113 mil com a segurança e a assessoria de Lula. As despesas de Dilma chegaram a R$ 34,7 mil – metade com diárias e outra metade com passagens. Não estão incluídos no cálculo os salários dos oito servidores públicos disponibilizados a cada um deles, mais carros oficiais, gasolina e manutenção. Os dois têm direito a essas mordomias pela condição de ex-presidentes da República. Em média, cada ex-presidente custa R$ 1 milhão por ano.

Os dados foram obtidos pelo blog por meio da Lei de Acesso à Informação, que quase foi suspensa na semana passada por uma medida provisória do presidente Jair Bolsonaro. Uma decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, restabeleceu a lei que permite o acesso a documentos públicos.

Pelos documentos da Secretaria Geral da Presidência da República, é possível observar que quatro assessores acompanharam Lula em Paris, Berlim e Genebra. Dois deles estiveram apenas em Genebra e passaram um dia e meio em Roma no retorno ao Brasil, como demonstra a prestação de contas das diárias.

A viagem mais longa e cara foi feita por um assessor que esteve em Paris, Genebra e Berlim, de 29 de fevereiro a 11 de março. O trecho entre Paris e Genebra foi feito de trem. Ele recebeu 12 diárias no valor total de R$ 19,8 mil. O custo do deslocamento desse assessor chegou a R$ 29 mil. Outro assessor que esteve nas três cidades no mesmo período recebeu R$ 11,5 diárias totalizando R$ 21,4 mil.

Dois assessores estiveram apenas em Paris, onde permaneceram por 7 dias e meio. Cada um recebeu 8 diárias, em valores pouco acima de R$ 13 mil. Outros dois passaram por Paris e Berlim, recebendo 7 diárias num total de R$ 12 mil para cada um.

Os dois assessores de Dilma ficaram 4 dias e meio em Paris e depois passaram por Rio de Janeiro e Brasília, até retornar a Porto Alegre. Cada um deles recebeu R$ 8,7 mil em diárias.

No ano passado, Dilma gastou R$ 544 mil com viagens a 13 países. Foram pagas 250 diárias a seus assessores e seguranças. Na viagem de férias a Nova York, durante 37 dias, somente as 96 diárias custaram R$ 136 mil. A viagem toda, com passagem por Sevilla, na Espanha, saiu por R$ 162,7 mil.

Mas o que fez Lula na Europa, afinal, após quase dois anos preso no Brasil? O seu roteiro foi marcado por homenagens, pedidos de absolvição, encontros de caráter político e afetivo. Dia 1º de março, encontrou o líder da França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, com a presença de Dilma Rousseff e Fernando Haddad. Trataram do “avanço da extrema direita” no Brasil e no mundo e dos desafios da esquerda, como diz o relatório de viagem do Instituto Lula.

No dia 2, o ex-presidente falou sobre a preservação da Amazônia com o fotógrafo Sebastião Salgado e foi homenageado com o título de Cidadão Honorário de Paris, a convite da prefeita Anne Hidalgo. No dia seguinte, foi homenageado no Teatro du Soleil com o Festival Lula Livre, onde foi lido manifesto de intelectuais pela sua absolvição pela Justiça brasileira.

No dia 4,  de março, Lula teve reunião com o ex-presidente da França Nicolas Sarkozy, que teria manifestado preocupação com “a escalada autoritária do governo Bolsonaro”, segundo relato do ex-presidente brasileiro. No mesmo dia, conversou com o ex-primeiro-ministro da Itália Enrico Letta sobre “o crescimento do fascismo no Brasil e no mundo”. Em entrevista ao jornal francês Le Monde, afirmou que “Bolsonaro sonha em estabelecer um regime autoritário. Formou um governo apoiado por milicianos.

 

Lula em visita à sede do Conselho Mundial de Igrejas, em Genebra (Suíça): ex-presidente petista passou 11 dias na Europa.

 

Lula visitou o o memorial Rosa de Luxemburgo, em Berlim (Alemanha), no Dia da Mulher, 8 de março.

 

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