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A vacina do Covid está bem próxima e une os maiores laboratórios do Mundo na pesquisa.

A vacina do Covid está bem próxima e une os maiores laboratórios do Mundo na pesquisa.


Enquanto o coronavírus continua se disseminando, equipes de cientistas do mundo inteiro estão trabalhando rapidamente para encontrar uma vacina que possa acabar com a pandemia. Calcula-se que a vacina estará pronta entre 12 e 16 meses. Esforços conjuntos entre A Moderna, por exemplo, já fez uma parceria com a Johnson & Johnson, e a farmacêutica AstraZeneca está trabalhando com os pesquisadores de Oxford.

Finalmente uma notícia ótima: uma VACINA. Todos sabemos que, enquanto não houver uma vacina eficiente, o covid19 continuará a fazer vítimas. O isolamento e/ou distanciamento social é apenas a forma mais viável de evitar que o virus se propague. Se os empregadores fossem mais preparados, poderiam criar mecanismos para evitar o desemprego em massa.

Quanto aos profissionais liberais, este, sim, precisam buscar um empreendedorismo que se adeque ao momento.Com cerca de 4 milhões de casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus no mundo e mais de 276 mil mortos, a corrida para o desenvolvimento de uma vacina tem se intensificado. Já são mais de cem candidatas sendo testadas em vários países, de acordo com o último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgado na terça. E oito delas entraram na etapa de ensaios clínicos - que envolvem humanos.

É que normalmente uma vacina deve seguir várias etapas, primeiro no laboratório e depois em testes em animais.

Se for demonstrada que a vacina é segura e pode provocar uma resposta imune, então os testes em humanos começam.

Mas nenhuma dessas tecnologias produziu até agora um medicamento ou tratamento, nem foi aprovada para uso humano, diz à BBC News Mundoo ( serviço hispânico da BBC) Felipe Tapia, engenheiro biotécnico do Instituto Max Planck e da Bioprocess Engineering Group na Alemanha.

"Existe uma expectativa muito alta no desenvolvimento dessas vacinas, mas é preciso ter um pouco de cuidado, pois são vacinas que não têm histórico de outros tipos de vacinas, como as inativadas", diz o especialista.Uma combinação dos antivirais interferon beta-1b, lopinavir–ritonavir (remédio usado contra o vírus da HIV), e a ribavirina (frequentemente utilizado em casos de hepatite C) pode ser um tratamento promissor contra o novo coronavírus. É o que aponta uma pesquisa realizada por seis hospitais de Hong Kong e publicada na conceituada revista científica The Lancet. O estudo observou apenas casos mais leves e moderados do vírus.

Para a realização do estudo, 127 pacientes, com idade média de 52 anos, foram separados em dois grupos. O primeiro, com 86 pessoas, recebeu o coquetel completo e, em média, sete dias após o início do tratamento teve a proliferação do vírus reduzida, enquanto o segundo grupo, de controle, era integrado por 41 pessoas, tratadas apenas com o lopinavir–ritonavir. A redução do vírus no segundo caso foi mais demorada, de doze dias.

A combinação tripla também trouxe bons resultados no tempo de alta dos pacientes: o primeiro grupo foi liberado em nove dias, e o segundo, em até 14,5. Quando tratados com o coquetel, os sintomas também desepareceram mais rápido e em quatro dias as pessoas já viam uma melhora em seus casos. Quem usou o lopinavir–ritonavir, sozinho, viu o período para o desaparecimento dos sintomas dobrar.

Uma fase “três” da pesquisa ainda será realizada, segundo os pesquisadores. “Uma próxima fase com interferon beta-1b e um terceiro grupo de placebo deve ser considerada, porque as comparações entre os subgrupos apontaram que o interferon beta-1b é um componente chave no nosso tratamento por combinação. A falta de pacientes em estado grave não permitiu a generalização das descobertas para casos mais graves”, explica o estudo.

As primeiras vacinas que ficarão prontas não necessariamente serão as melhores. Serão só as primeiras. Pode ser que elas só consigam conferir 30% de proteção. O que já ajuda a aumentar um pouco de imunidade e diminuir a circulação da doença", afirma a bióloga Natália Pasternak, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, que pretende entrar na corrida. "Mas ainda será necessário continuar pesquisando para chegar a melhor vacina possível, porque essa é uma doença que veio para ficar",

 "É importante testar várias estratégias porque ainda não sabemos quais vão funcionar e não podemos apostar as fichas em uma só", complementa o imunologista Ricardo Gazzinelli, que coordena uma linha de pesquisa no Brasil - parceria da Fiocruz com UFMG e Butantã -, que tenta fazer uma vacina contra o Sars-CoV-2 usando como vetor um influenza atenuado. "A vantagem é que esse é o vírus hoje usado nas vacinas contra o H1N1. Já foi testado em milhões de pessoas, então temos confiança de que é seguro", diz. "E temos fábricas já no Brasil que fabricam a vacina contra a influenza em grande quantidade. Poderiam fazer isso para o coronavírus se essa estratégia der certo", explica.