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COVID-19: VOLTA ÀS AULAS, SÓ ANO QUE VEM, NÃO SE ILUDAM!

COVID-19: VOLTA ÀS AULAS, SÓ ANO QUE VEM, NÃO SE ILUDAM!


Reabertura de escolas na pandemia de coronavírus terá obstáculos como salas lotadas, falta de água e professores sobrecarregados, ausência de profissionais da saúde, planejamento e medo dos pais.

No entanto, o estágio em que o Brasil está, com curva ascendente no número de casos de Covid-19, impossibilita a volta às aulas em um curto prazo. E, mesmo quando os colégios puderem reabrir, surgirá outro problema: as recomendações sanitárias para que o processo ocorra de forma segura são incompatíveis com a realidade de parte das escolas públicas.

No momento existem 139 vacinas sendo testadas em quatro países que estão realizando estudos, a própria China, os Estados Unidos, Japão e consórcio europeu (França, Itália, Alemanha e Reino Unido), porém nenhuma delas por enquanto foi declarada oficial na cura em definitivo da Covid-19.

Mesmo que estejam sendo realizados muitos estudos para a corrida da vacina, até que haja testes em diversas áreas geográficas do planeta e as consequências da vacina nas cobaias humanas que irão aderir à prova da vacina, não há do que se falar em retorno às aulas no aspecto físico presencial no Brasil.

Mas, no Brasil, diante de salas de aula lotadas, como manter uma distância segura entre os alunos? Sem água ou esgoto encanado, como reforçar a lavagem de mãos? Com professores dando aula em mais de um colégio, para complementar a renda, como instituir reforços escolares no contraturno?

É nítido que alguns estados da federação estão divulgando notas que em julho ou agosto haverá gradual volta às atividades letivas nas escolas de ensinos fundamental e médio, além da educação pré-escolar, aqui incluo as creches e maternais, porém é impossível para esse ano de 2020 qualquer pensamento fixo em retorno dos alunos as suas escolas.

Uso de máscaras, distância de um metro entre as mesas, salas de aula arejadas e com menos alunos e horários de entrada e saída diferenciados. Em linhas gerais, essa deve ser as principais características de uma escola no cenário pós-pandemia de Covid-19. Recentemente, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiu um documento de orientação para a reabertura, mas não faz referência à data para a volta às aulas, a qual depende do controle dos casos da doença em cada região. Mas esse controle rígido e jamais feito será realizado, controlado e fiscalizado com tantos problemas estruturais nas escolas públicas brasileiras? 

“Precisamos de condições mínimas de atendimento. Há escolas muito insalubres, que mal conseguem atender aos requisitos de qualidade mínima, como o de ventilação cruzada nas salas, com janelas e portas abertas”, afirma Raquel Franzim, coordenadora de educação do Instituto Alana.