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BALBÚRDIA NA UNIR. GRUPO DE PROFESSORES AMEAÇA ATÉ O PRESIDENTE BOLSONARO SE NÃO NOMEAR A REITORA

BALBÚRDIA NA UNIR. GRUPO DE PROFESSORES AMEAÇA ATÉ O PRESIDENTE BOLSONARO SE NÃO NOMEAR A REITORA


Em mensagens vazadas de um grupo de apoiadores da candidata Marcele Regina para a Reitoria da Universidade Federal de Rondônia, professores comemoram estratégia de ter colocado "dois laranjas" na Lista Tríplice a ser encaminhada nos próximos dias para o presidente Bolsonaro escolher. Os professores Delson e Santini foram retirados estrategicamente para assim forçar a nomeação da professora Marcele, segundo os bastidores das mensagens vazadas do grupo de WhatsApp. Conluios e Conchavos na UNIR!

NUNCA EXISTIU DEMOCRACIA EM UNIVERSIDADE FEDERAL NA ESCOLHA DE ...

Caberá ao Presidente Bolsonaro vetar ou não a Lista Tríplice e, se for vetada, solicitar nova Consulta Acadêmica.

Um professor repassou para essa jornalista que escreve esse editorial, mensagens trocadas por apoiadores da professora Marcele Regina que para eles tem de ser a nomeada por Bolsonaro para o cargo de Reitoria da UNIR nos próximos quatro anos. A nomeação do próximo reitor ocorrerá até o dia 20 de novembro, em publicação no Diário Oficial da União para posterior posse por parte do senhor Ministro da Educação em Brasília.

Como é sabido, as Universidades realizam Consultas Acadêmicas, uma espécie de eleição onde os três nomes mais votados na Consulta são referendados pelo Conselho Superior. Na maioria das universidades funciona assim, apenas na UNIR um grupo de professores quer manter uma tradição que não está especificada em lei alguma.

Na Universidade Federal da Grande Dourados em Mato Grosso do Sul, ocorreu fato semelhante ao da UNIR em junho de 2019. Resultado, a justiça federal mandou acabar com a tal tradição e determinou que os nomes da Consulta Acadêmica fossem respeitados na Lista Tríplice. Na UNIR não será diferente.

Um grupo de professores comemorou nas mensagens vazadas a estratégia (conluios e conchavos) de se retirar o nome dos professores Delson Barcelos e Cláudio Santini que participaram desde o inicio do processo da Consulta Acadêmica. Do nada apareceram dois professores "laranjas" que, nitidamente nas mensagens vazadas, foram cúmplices das estratégias de serem parte da Lista Triplice e assim evitar que o presidente não nomeie a preterida por eles, a professora Marcele Regina.

Marcele Regina é ligada ao atual grupo que "manda" na UNIR. Ela é a atual Pró-Reitora do Reitor Ari Miguel Teixeira Ott que encerra seu mandato no dia 20 de novembro e não quis participar do processo eleitoral (Consulta Acadêmica), pois em junho de 2019, ficou conhecido em todo o Brasil por fazer apologia ao uso de drogas no ambiente universitário e dizer que é comum enrolar baseado (maconha) nas folhas da Bíblia. As falas do Reitor foram disseminadas em toda a imprensa nacional por meio de sites, jornais eletrônicos e portais. Obviamente não haveria clima para que Ari Ott participasse de uma possível recondução ao cargo de Reitor da UNIR para os próximos quatro anos.

A professora Marcele Regina tem o direito de participar da Lista Tríplice, porém não dessa forma como estrategicamente foi desenhada, aparentemente em desacordo com a legislação federal. O Conselho Superior deve respeitar a Consulta Acadêmica, pois alunos, professores e técnicos se mobilizaram para participar da escolha da Lista Tríplice. Se é Lista Tríplice não haveria necessidade de se retirar os dois professores que participaram, Delson e Cláudio Santini.

Há inclusive professores ameaçando o presidente Bolsonaro se ele não nomear a professora Marcele. Por precaução, não divulgaremos as mensagens trocadas por professores da UNIR que retratam uma possível artimanha para retaliar o presidente com fechamento da UNIR, passeata e até bloqueio da BR que dá acesso à Universidade Federal de Rondônia.

Caberá ao presidente Bolsonaro vetar ou não a lista, pois ela em si já contém vício de materialidade. O vice-Reitor da UNIR, em texto publicado no site Gente de Opinião, disse que o presidente tem de acatar a Lista Tríplice. Não é bem assim. No Rio Grande do Norte, o Tribunal Regional Federal da Quinta Região cancelou a lista tríplice da UFRN. No Mato Grosso do Sul, o Tribunal Regional Federal da Terceira Região também cancelou a lista tríplice para Reitor da UFGD. No Sul, a UFFS, o Tribunal Regional Federal da Terceira Região deu ganho de causa para o Governo do Presidente Jair Bolsonaro que também não aceitou a imposição do nome da lista tríplice imposta à força pelo Conselho Superior.

 

MENSAGENS VAZADAS DO GRUPO DE WHATSAPP MARCELE REITORA.