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HILDON NOMEIA CONDENADO PELA JUSTIÇA PARA PRESIDIR FUNDAÇÃO EM PORTO VELHO/RO.

HILDON NOMEIA CONDENADO PELA JUSTIÇA PARA PRESIDIR FUNDAÇÃO EM PORTO VELHO/RO.


O prefeito de Porto Velho nomeou o ex-vereador Márcio Miranda para ocupar a presidência da Fundação Cultural. Ocorre que Márcio foi condenado por compra de votos (crimes eleitorais) e baseado na Lei da Ficha Limpa não pode ser candidato nas eleições de 2020, tendo seu registro indeferido pela Justiça Eleitoral. Hildon Chaves presentou seu amigo com um cargo de R$ 17.500,00 por mês, uma espécie de prêmio de consolação. Hildon que sempre bateu na tecla da ética e probidade. E agora, prefeito?

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Justiça Eleitoral indeferiu o pedido de registro de candidatura de Márcio Miranda nas eleições 2020 para o cargo de veredor por condenação em crimes eleitorais baseada na Lei da Ficha Limpa e das Eleições.

O prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves nomeou nessa quarta-feira, 05 de janeiro, o ex-vereador de Porto Velho Márcio Miranda para presidir a Fundação Cultural. Márcio receberá um salário mensal de R$ 17.500,00 para desempenhar as funções culturais da capital do Estado de Rondônia.

Ocorre que Márcio foi condenado pela justiça eleitoral no processo 0601865-61.2018.6.22.0000 por crimes de natureza eleitoral (compras de votos) e atingido pela Lei da Ficha Limpa. Márcio recorreu e, todos os recursos foram negados, chegando ao Tribunal Superior Eleitoral que lhe disse não para o registro definitivo de candidatura nas eleições 2020.

Hildon Chaves durante seu primeiro mandato e no auge de sua candidatura, sempre fez questão de enaltecer a ética e a probidade na administração pública. Como ex-promotor de justiça, Hildon se elegeu em 2016 batendo em cima da tecla de que conhecia um bandido em poucos minutos. 

A nomeação de Márcio Miranda para um cargo de primeiro escalão na prefeitura desmonta o palanque de Hildon que se montou na configuração da moralidade administrativa em sua gestão.

A suspensão dos direito políticos, com especial ênfase nos casos de inelegibilidade, é medida necessária para tentar conter o ingresso na vida política daqueles que se mostram inaptos aos cargos eletivos. O sistema eleitoral é, portanto, um bom braço na contenda contra a improbidade administrativa. 

Márcio Miranda, pela ética, moralidade e probidade da coisa pública jamais poderia ter sido nomeado para um cargo público se a própria justiça o proibiu de concorrer para postular um cargo público eletivo.

Que decepção, Hildon!