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A PEREGRINAÇÃO EM PORTO VELHO PARA SER ATENDIDO NUMA UPA. CIDADE ABANDONADA EM PLENA PANDEMIA!

A PEREGRINAÇÃO EM PORTO VELHO PARA SER ATENDIDO NUMA UPA. CIDADE ABANDONADA EM PLENA PANDEMIA!


Porto Velho vive uma verdadeira peregrinação para quem depende da rede municipal de saúde afim de se salvar da Covid-19. Relatos feitos por cidadãos revela a lentidão para conseguir ser atendido por um médico em casos de suspeita de ter sido contaminado pelo vírus. Para conseguir realizar o teste leva-se até 5 dias. Nesse período doloroso de tempo, o vírus vai evoluindo no corpo até que nada mais se pode fazer, aumentando a busca por leitos de UTI da Rede Estadual já em colapso.

Dois homens morreram na UPA da Zona Sul por falta de leitos em hospitais -  Geral - Rondoniagora.com - As notícias de Rondônia e Região

Quem reside em Porto Velho, capital de Rondônia sofre com a saga para ser atendido numa unidade de saúde do município. Uma verdadeira peregrinação. O prefeito da cidade, Hildon Chaves do PSDB viajou, melhor dizendo, tirou férias em plena congestão da pandemia, sabendo ele que, a partir de 15 de março, seria o início dos piores momentos da Covid-19 na capital de Rondônia. Mas "quem pode, pode, o resto se fode"!

O sistema de saúde do município de Porto Velho em plena pandemia funciona assim: Pede-se para o cidadão ligar no serviço 0800 para ser direcionado a uma das unidades da saúde municipal (UPA). O cidadão liga e aguarda em torno de quatro (4) dias até cinco (5) para ser atendido, uma verdadeira peregrinação. O cidadão fica esperando alguém da Secretaria de Saúde do município de Porto Velho entrar em contato e, com essa demora, o vírus vai evoluindo no corpo, prejudicando ainda mais o sistema de hospitais da rede estadual e da rede privada que entrou em colapso (UTI). Não há mais leitos e a fila de espera é enorme.

Os dias passam, quatro, cinco e até seis e o cidadão que ligou no serviço 0800 consegue ter um retorno. Na maioria dos casos se torna tarde demais, pois  o cidadão acaba sendo mais uma vítima do abandono do sistema de saúde do município de Porto Velho. Resumindo: O cidadão ou a cidadã morre pela lentidão da Prefeitura de Porto Velho (Semusa) dependendo de um leito de UTI ou antes disso.

 

Imagens mostram fila de pacientes nos corredores da UPA da Zona Sul em Porto  Velho | Rondônia | G1

Pacientes no corredor na UPA Sul de Porto Velho.

Um cidadão em contato com a jornalista Victoria Bacon se dirigiu a UPA leste em Porto Velho  e lhe informaram que só na UPA sul estava realizando teste para Covid-19. Ao chegar na UPA sul com febre, tosse e dores terríveis, informaram-lhe que ele teria de ligar no serviço 0800 da Prefeitura de Porto Velho para agendamento. Para ser atendido por um médico, o cidadão levou 5 dias e seu caso veio a piorar dependendo agora de um leito de UTI por incompetência e má gestão dos órgãos de saúde da Prefeitura de Porto Velho. Detalhe importante: O cidadão só conseguiu atender com o médico na referida UPA municipal porque custeou o teste da Covid-19 na rede particular (laboratório credenciado). Um show de horrores proporcionado pela Prefeitura de Porto Velho.

A informação que obtivemos nessa segunda-feira (22) por cidadãos leitores do nosso site e página: "Não há mais testes para a Covid-19 na UPA Sul".

Enquanto isso, diariamente aumenta-se a procura por leitos de UTI da Rede Estadual e Privada porque a Prefeitura de Porto Velho não faz a sua parte. O prefeito Hildon Chaves sequer entregou um leito de UTI para diminuir a dor causada pela pandemia. Prometeu na campanha para se reeleger prefeito. Agora, reeleito, descansa plenamente em turismo de férias em alguma ilha pelo Pacífico ou Atlântico, sengundor elatou o site Eu.ideal desse domingo (21).