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Rodoviária de Porto Velho, a mais feia do Brasil, completa 20 anos à espera de um novo terminal que nunca saiu do papel.

Rodoviária de Porto Velho, a mais feia do Brasil, completa 20 anos à espera de um novo terminal que nunca saiu do papel.


Considerada o mais feio e sujo terminal rodoviário de passageiros do Brasil entre as capitais e cidades de médio porte, o que deveria ser o cartão postal de Porto Velho, capital de Rondônia, transformou-se no retrato do abandono. A pulverização de drogados e meliantes em torno da rodoviária tem aumentado a cada dia. Até barracas que servem de abrigo foram construídas em seu entorno. Quem chega a PVH via ônibus quando sai do terminal, depara-se com pessoas dormindo ao chão e pedindo dinheiro.

 

 

Desde 2001 a espera por uma nova rodoviária para a capital de Rondônia. A época cogitou-se a construção de um novo prédio pelo então prefeito Chiquilito Erse que, acabou tendo de se afastar do mandato devido a problemas de saúde e veio falecer ainda em 2001.

Entra prefeito, sai prefeito e um empurra para o outro a emblemática novela da rodoviária. Considerada a mais suja, feia e desorganizada rodoviária entre as capitais do país e cidades acima de 200 mil habitantes, o terminal rodoviária da capital rondoniense é motivo de escárnio e vergonha para quem viaja pela primeira vez para Porto Velho.


 

Com o aumento do preço das passagens aéreas e a diminuição do dinheiro na mão dos brasileiros, utilizar um ônibus passou a ser não uma escolha, mas sim uma obrigação imposta pela situação econômica e social daqueles que precisam viajar.

Até uma agência bancária (Bradesco) fechou e lacrou sua unidade IV em PVH por segurança a seus clientes. A agência situava-se em frente à Rodoviária e era impossível os clientes terem segurança com a quantidade de usuários de drogas e meliantes que os abordavam diariamente.


Em 2007 um acordo firmado entre Governo de Rondônia e Prefeitura de Porto Velho determinou que a responsabilidade da rodoviária de Porto Velho passaria a ser do governo do estado. Após isso, a área da rodoviária entrou em disputa.

Em 2012, o estado chegou abrir uma licitação para construir uma nova rodoviária no atual terreno, porém o processo foi suspenso porque o Tribunal de Contas do Estado (TCE) encontrou irregularidades no processo.

Em 2013 um novo impasse foi criado, porém de natureza política. Dessa vez o imbróglio foi o terreno que seria construído o novo terminal rodoviário.

Em 2016 foi decretado pelo Governador Confúcio Moura a desapropriação do terreno. Fizeram festa, fogos e anunciaram para os quatro cantos o início da nova rodoviária. O anúncio foi feito coletivamente entre o prefeito de Porto Velho Mauro Nazif e o governador Confúcio. Nada aconteceu.

 

 

 

 

 

 

Em 2017 foram reservados 50 milhões para a construção da rodoviária e anunciado em todas as mídias. Mais uma vez ficou só na promessa.

Para quem chega a Porto Velho via ônibus, tem que se deparar com um entorno de sujeiras e uma verdadeira cracolandia. O número de passageiros que embarcam e desembarcam diariamente é de 1500 pessoas. Ao todo são dez empresas de ônibus instaladas no terminal rodoviário de Porto Velho.

A estrutura do Terminal Rodoviário de Porto Velho é extensa, com 10.171 metros quadrados de área construída. A rodoviária apresenta 12 plataformas de embarque e estacionamento acessíveis para usuários e funcionários. Tem ponto de táxi e ônibus, achados e perdidos, sanitários e restaurantes.

 

A Rodoviária liga a cidade a outras do Interior de Rondônia, Amazonas, Acre, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Atuam no trecho as empresas Águia Branca, Expresso Maia, Andorinha, Gontijo, Eucatur/Serra Azul/Solimões, Nova Medianeira, Rode Rotas/Rotas do Triângulo, Expresso Itamarati, Ipê Transportes e Viação Rondônia.

A rodoviária de Porto Velho está em primeiro lugar no ranking das rodoviárias com pior infraestrutura para uma rodoviária de capital no Brasil. As marcas de abandono na rodoviária são extremamente visíveis. A falta de investimentos na infraestrutura da rodoviária afeta principalmente os comerciantes e empresas de ônibus.

As instalações estão precárias e devido a falta de reparos e limpeza, os locais abandonados servem de residência a usuários de drogas, que acaba passando um sinal negativo e distanciando os passageiros que chegam à capital de Rondônia.

No entorno da rodoviária, existe um canal que passa dentro do terreno que favorece o surgimento de mato e aglomeração de lixo, mal cheiro, além da existência de buracos na entrada e saída dos ônibus, sujeiras no saguão e dentro dos estabelecimentos.