Português Italian English Spanish

Prefeitos de 10 capitais decidem exigir vacinação das crianças em fase escolar. Presidente é contra!

Prefeitos de 10 capitais decidem exigir vacinação das crianças em fase escolar. Presidente é contra!


Prefeitos de pelo menos 10 capitais resolveram exigir das crianças em fase escolar (5 a 11 anos) comprovante de vacinação para ingresso às escolas. Os pais que se recusarem serão responsabilizados, afirmaram os prefeitos. Em Porto Velho (RO), o prefeito Hildon Chaves ainda não decidiu sobre o tema. A vacinação infantil virou discussão entre o presidente Bolsonaro que é contrário e o diretor-presidente da Anvisa Barra Torres que é favorável e defende a imunização em todas as crianças.

 

Após as falas do diretor-presidente da Anvisa Antônio Barra Torres que defende a vacinação em todas as crianças (imunização infantil) alguns prefeitos e governadores deverão exigir comprovante de vacina das crianças que estão em fase escolar. Fevereiro é o retorno das aulas e pelo menos 10 capitais do Brasil devem exigir o comprovante.

 

 

Esse número deve aumentar até o final de fevereiro, pois há municípios que só retornarão as aulas em março. Nas cidades de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Boa Vista, Campo Grande, Fortaleza e Goiânia os pais que não vacinarem os seus filhos serão responsabilizados perante o Ministério Público e Conselho Tutelar.

O Presidente Bolsonaro já se posicionou que é contrário e não vai permitir segundo ele "essa aberração" de exigir comprovante de vacinação de crianças em fase escolar. Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa é favorável à vacinação de todas as crianças inclusive a exigência do documento que comprove para ingresso à escola. 

Pelo ritmo da discussão entre Bolsonaro e Barra Torres, vai acabar novamente a decisão sobre a exigência da vacinação em crianças da fase escolar para prefeitos e governadores como ocorreu em 2020 no lockdown.

O prefeito de Porto Velho (Rondônia) não tomou decisão acerca do tema. Hildon Chaves está entre os prefeitos que preferiram aguardar a movimentação sobre a imunização infantil de 5 a 11 anos.

Presidente Bolsonaro e diretor-presidente da Anvisa Barra Torres estão em guerra por causa da imunização infantil.

 

Segundo o presidente da associação dos dirigentes da educação dos municípios do Brasil (Undime), Luiz Miguel Martins Garcia, caso não haja uma deliberação em nível federal, ficará a cargo dos governos estaduais e prefeituras decidirem se alunos sem vacina poderão entrar nas escolas.

"O direito à educação é muito forte. Impedir a criança de assistir aulas e participar das atividades não havendo uma determinação de caráter emergencial, nacional ou local, não faz sentido", pondera.