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MARINA SILVA SE QUEIXA DE SER CHAMADA DE PETISTA, APÓS DEFENDER LULA NO TWITTER.

MARINA SILVA SE QUEIXA DE SER CHAMADA DE PETISTA, APÓS DEFENDER LULA NO TWITTER.


Marina Silva, que tem sido alvo de movimentações do PT para tentar atraí-la para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, fez um primeiro aceno em direção ao ex-presidente.  Em sua conta no Twitter, ela condenou os ataques sofridos por Lula em Campinas, após manifestações hostis de militantes bolsonaristas. O ex-presidente participou de um evento na Unicamp na última quinta-feira. Após a defesa de Lula, Marina disse num evento neste domingo que não é petista e não poderia deixar de ser justa com Lula.

Marina Silva aguarda um telefonema do ex-presidente Lula para marcar uma reunião presencial com o petista. Ela fez chegar ao PT que não será conduzida ao encontro de Lula por nenhum interlocutor e que espera um gesto do próprio ex-presidente para avançar com as conversas. Marina concluirá nesta semana a mudança para São Paulo, onde será candidata a deputada federal.

"Inadmissível o que aconteceu nesta manhã em Campinas. Isso não é política. É um ato de covardia. Me solidarizo com o pré-candidato Lula. Não se pode permitir que a violência política integre o processo eleitoral como tática para chegar ao poder. As autoridades responsáveis pela segurança pública no país precisam agir com prontidão para evitar que tais cenas se repitam daqui em diante. A integridade física e a vida dos pré-candidatos também estão sob suas responsabilidades", publicou em seu perfil.

As lideranças petistas têm apresentado três argumentos a aliados da ex-ministra do Meio Ambiente para convencê-la a deixar as rusgas do passado de lado.

A avaliação é que a resistência de Marina tem ligação com o mal-estar da campanha presidencial de 2014, quando o PT a atacou de maneira veemente . Em conversas, os petistas têm alegado que a ofensiva daquela campanha não tocava em questões pessoais. Os alvos principais eram a falta de apoio a Marina no mundo político e a sua proposta de defesa da implantação da autonomia do Banco Central.